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26 de ago. de 2011
Anvisa Perto da Decisão sobre Medicamentos Antiobesidade
Fonte:
http://www.abeso.org.br/lenoticia/764/anvisa-perto-da-decisao-sobre-medicamentos-antiobesidade.shtml
24 de ago. de 2011
Endocrinológico: Mais sobre Endocrinologia: Mitos e Verdades sobre o Distúrbios da Tireóide
Endocrinológico: Mais sobre Endocrinologia: Mitos e Verdades sobre o Distúrbios da Tireóide: Existem muitas dúvidas dos pacientes, relacionadas a distúrbios da tireoide, como o hipotireoidismo, nódulos, perda de peso, etc. Para escla...
Mitos e Verdades sobre o Distúrbios da Tireóide
Existem muitas dúvidas dos pacientes, relacionadas a distúrbios da tireoide, como o hipotireoidismo, nódulos, perda de peso, etc. Para esclarecer o que é mito e o que é realidade, a Dra. Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM (2011/2012), listou várias questões e os esclarecimentos.
- (1) Hipotireoidismo engorda.
Mito: Embora o ganho de peso seja uma das manifestações clínicas do hipotireoidismo, existem muitos pacientes portadores da disfunção da tireoide que não apresentam esta queixa. Quando ocorre, o ganho de peso é pequeno, de cerca de 2Kg e o tratamento reverte totalmente este efeito do hipotireoidismo.
- (2) Hipotireoidismo causa depressão.
Verdade: Metade dos pacientes com hipotireoidismo apresentam sintomas depressivos e até mesmo depressão e um terço dos pacientes com depressão têm hipotireoidismo. Os hormônios tireoidianos agem nos sistemas noradrenérgico e serotoninérgico que são importantes para o humor, assim como em várias áreas do cérebro, sendo importante para memória, raciocínio, libido, sono-vigília entre outros. Portanto pacientes com hipotireoidismo devem ser avaliados quanto à alteração de humor e pacientes com depressão devem ter a função tireoidiana avaliada.
- (3) Hipotireoidismo faz perder cabelos.
Verdade: Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem ser causas de queda de cabelo. Estas alterações da tireoide podem ser diagnosticadas através de exames laboratoriais. O tratamento correto das doenças da tireoide pode corrigir a perda capilar.
- (4) Hipotireoidismo atrasa o metabolismo.
- (5) Hipotireoidismo não afeta a qualidade de vida.
Mito: Se não tratado ou tratado de forma inadequada o hipotireoidismo vai alterar de forma importante a qualidade de vida, pois causa infertilidade, cansaço, sonolência, alterações humor e memória e ganho de peso o que com certeza prejudica o desempenho no trabalho, no lazer e atividade intelectual.
- (6) Todo nódulo de tireoide é câncer.
Mito: O principal sinal do câncer de tireoide é um caroço (nódulo) na tireoide, porém em boa parte dos casos, esse tumor não apresenta qualquer sintoma. É comum o médico descobrir o nódulo durante um exame físico de rotina. O diagnóstico do câncer de tireoide é feito com uma biópsia do nódulo de tireoide ou após sua remoção por cirurgia. Mas a maioria dos nódulos é benigna.
Estima-se que 60% da população brasileira tenham nódulos na tireoide em algum momento da vida, sendo que a maioria dos nódulos é benigna.
- (7) Hipotireoidismo só surge em mulheres.
Mito: O hipotireoidismo atinge pessoas de ambos os sexos e de todas as idades. Porém, certos grupos são mais vulneráveis:
- Mulheres, especialmente acima dos 40 anos.
- Pacientes em radioterapia de cabeça e pescoço.
- Pessoas que já tiveram problemas de tireoide.
- Usuários de lítio ou amiodarona.
- Homens acima dos 65 anos.
- Pessoas com histórico familiar de doença autoimune.
- (8) Hipotireoidismo causa impotência sexual.
Verdade: A doença pode causar diminuição da libido, impotência e diminuição na quantidade de espermatozoides.
- (9) Só idosos desenvolvem hipotireoidismo.
Mito: Apesar de ser mais comum em pessoas acima de 40 anos, o hipotireoidismo pode ocorrer em todas as fases da vida. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos de todas as raças e gêneros podem ter a doença.
- (10) Eu posso controlar o hipotireoidismo com alimentação.
Mito: Pacientes com hipotireoidismo podem se beneficiar de uma dieta mais específica para a redução de sintomas comuns à doença como inchaço, fadiga, enfraquecimento de unhas e cabelos, ao mesmo tempo em que ajuda na redução ou manutenção do peso. Porém, nenhum alimento, suplemento alimentar nem qualquer fórmula é capaz de substituir o tratamento clínico da doença.
- (11) Alimentação ajuda na redução dos sintomas do hipotireoidismo.
Verdade: Existem alimentos e nutrientes que podem contribuir para uma melhor qualidade de vida para os pacientes de hipotireoidismo e também alguns que devem ser evitados. O consumo excessivo de sal, por exemplo, pode ser nocivo porque o sal de cozinha é iodado por força de lei com o intuito de prevenir o déficit de iodo. O excesso de sal pode prejudicar a tireoide. Uma dieta saudável para pacientes com hipotireoidismo inclui grãos integrais, alimentos naturais, castanhas, abundância de frutas e vegetais e uma boa oferta de proteínas magras. Importante lembrar que, no hipotireoidismo, a boa alimentação deve ser sempre associada ao tratamento clínico.
- (12)Todo mundo que tem hipotireoidismo, tem um “papo” no pescoço.
Mito: Existem algumas formas (causas) de hipotireoidismo e nem todas apresentam o bócio (“papo”). Além disso, em geral, os outros sintomas da doença normalmente levam o paciente a procurar ajuda médica antes que a doença progrida até este ponto.
- (13) Mulheres com hipotireoidismo não podem engravidar.
Mito: Doenças da tireoide não tratadas podem levar a problemas de fertilidade em ambos os sexos. As pacientes que apresentam deficiência grave da tireoide, de duração prolongada, têm menor chance de engravidar ou, quando concebem, de manter a gravidez. Estudos mostram que 2,3% das mulheres com mais de um ano de infertilidade têm hipotireoidismo. Já 69% das pacientes têm disfunção ovulatória. Mas observa-se que 64% engravidam após receberem o controle adequado¹. Caso a mulher já tenha sido diagnosticada com hipotireoidismo e venha controlando a doença, as chances de engravidar e ter uma gestação saudável são iguais as de uma mulher que não tenha a doença.
- (14) Hipotireoidismo causa retardo mental
Verdade: O hormônio da tireoide é fundamental para o desenvolvimento do cérebro do bebê. As crianças que nascem com hipotireoidismo congênito (sem função tireoidiana ao nascer) podem ter sérias sequelas cognitivas, neurológicas e de desenvolvimento, caso o problema não seja identificado e controlado precocemente.
- (15) Hipotireoidismo pode ser detectado pelo Teste do Pezinho
Verdade: Retira-se uma gota de sangue do pé do bebê no terceiro dia de vida. O exame ajuda a verificar se a tireoide do bebê está funcionando bem, além de atestar a ocorrência de outras doenças. Se o hipotireoidismo congênito for controlado de forma adequada e precocemente, a criança leva uma vida normal.
- (16) Tomar hormônio tireoidiano é bom para emagrecer
Mito: só emagrece quem faz uso do medicamento sem ter hipotireoidismo. Além disso, ser absolutamente contra-indicado, primeiro a pessoa perde calorias derivadas dos músculos e só depois é que são consumidas as reservas de gordura. Isso significa que antes de eliminar a barriga, há uma redução da musculatura, o que leva à perda da força e à flacidez. Pior ainda é que o excesso de hormônios acelera a reabsorção do cálcio do osso, o que leva ao enfraquecimento do esqueleto, além de arritmias que podem ser até fatais.
- (17) Todo nódulo na tireoide precisa ser operado
Mito: A maior parte dessas alterações é benigna, logo, não precisam ser removidas. Porém, caso o médico suspeite de um câncer, a cirurgia pode ser indicada.
- (18) Hipotireoidismo reduz o desempenho físico.
Verdade: Devido à redução do metabolismo, quem sofre com o distúrbio da tireoide ‘funciona’ mais lentamente. Com isso, tanto as atividades físicas, especialmente em atletas profissionais, quanto o desempenho sexual e intelectual ficam comprometidos. Daí a dificuldade para trocar a caminhada pela corrida, por exemplo, e raciocinar ou tomar decisões mais rapidamente. A boa notícia é que a reposição hormonal reverte todos esses sintomas.
- (19) Hipotireoidismo é muito perigoso durante a gestação.
Verdade: Para uma gravidez tranquila é essencial que a glândula funcione direito, especialmente nas 12 primeiras semanas, período em que alguns hormônios da futura mãe diminuem e outros passam a ser fabricados, a placenta começa a se formar e o bebê desenvolve seus principais órgãos. "Por outro lado, a falta de cuidado com o hipotireoidismo pode causar parto prematuro, defeitos neurológicos, QI abaixo do normal, surdez e até aborto”, diz Laura Sterian Ward.
- (20)É importante fazer ultrassom uma vez por ano para ter o diagnóstico de câncer de tireoide.
fonte: http://www.tireoide.org.br/mitos-e-verdades-sobre-o-disturbios-da-tireoide/
23 de ago. de 2011
Interposição do Íleo
A técnica foi criada pelo médico Áureo Ludovico de Paula e é feita com o grampeamento para redução do estômago, e um reposicionamento do íleo, área que controla a produção da insulina. A ideia é que este reposicionamento do íleo aumente a produção de insulina.
Confira a íntegra da nota abaixo:
ESCLARECIMENTO À SOCIEDADE
O Conselho Federal de Medicina (CFM) informa que seu plenário – reunido em 14 de julho – deliberou aguardar o desenvolvimento e a apresentação de novos estudos e pesquisas que justifiquem alterações na Resolução CFM 1942/2010, que estabelece normas seguras para o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, definindo indicações, procedimentos e equipe. Ou seja, a regra atual continua a valer e não sofreu alterações.
Na avaliação da entidade, técnicas recentes – como a gastrectomia vertical com interposição de íleo - ainda precisam de mais estudos e pesquisas que comprovem sua eficácia e sua segurança para os pacientes para serem autorizadas.
A Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica, criada pelo CFM especialmente para analisar os trabalhos desenvolvidos na área, continuará ativa. O grupo avaliará estudos e pesquisas, sendo que se os resultados indicarem eficácia e segurança de técnicas analisadas, o debate poderá ser reaberto de forma a oferecer ao brasileiro novas opções terapêuticas.
Conselho Federal de Medicina
FONTE: http://www.sbem.org.br/interposicao-do-ileo-cirurgia-bariatrica/
22 de ago. de 2011
Colesterol
Muito se fala sobre o colesterol, mas será que todos sabem o que ele significa?
Com aparência e textura de uma cera macia, o colesterol é um composto químico da família do álcool, essencial à vida. Sintetizado pelo fígado no que se refere à maior parte que o organismo necessita, seu restante é adquirido através dos alimentos ingeridos. Tanto as taxas de colesterol muito altas quanto as muito baixas são perigosas à saúde.
Por ser solúvel apenas em gorduras, o colesterol tem de ser transportado pelo sangue através das seguintes lipoproteínas: VLDL (também conhecidas como triglicérides), LDL (mau colesterol) e HDL (bom colesterol). O fígado acondiciona os triglicérides na forma de VLDL e os despacha, pela corrente sanguínea para as células, juntamente com menores quantidades de colesterol e proteínas.
É então que as células armazenam e utilizam essa quantidade de gorduras como "combustível". Assim, o VLDL, sem as gorduras, passa a ser denominado como LDL, já que é composto basicamente de colesterol e proteínas. Seu excesso no organismo, acaba fixando-se nas paredes das artérias, entupindo-as e propiciando os ataques cardíacos ou infartos.
Por sua vez, o HDL faz o papel contrário, extraindo o colesterol das paredes das artérias, devolvendo-o ao fígado para ser excretado. O fumo baixa os níveis de HDL, enquanto o exercício físico aumenta.
O Controle
Os alimentos ingeridos são de extrema importância para o controle dos níveis da LDL e HDL. As gorduras são classificadas em três categorias: poliinsaturadas, monoinsaturadas e saturadas.
As poliinsaturadas, encontradas principalmente em óleos vegetais líquidos, como os de girassol, milho e soja, baixam os níveis de LDL, mas não na mesma proporção em que as gorduras saturadas aumentam esse índice. Por isso, um indivíduo não pode contrabalançar os problemas causados pelas gorduras saturadas, simplesmente aumentando o consumo de poliinsaturadas.
Outro fato que merece ser destacado é que as dietas ricas em gorduras pollinsaturadas tendem a baixar um pouco os níveis de HDL, podendo, ainda, diminuir a imunidade do organismo. Já as gorduras moninsaturadas, presentes na azeitona, no amendoim e seus respectivos óleos, e no abacate, ao substituírem as saturadas, fazem baixar o LDL, sem diminuir o HDL, e parecem não afetar a imunidade.
Como Mudar para Melhor
Para ter melhor saúde cardíaca, deve-se ingerir menos gorduras, especialmente as saturadas, presentes nas carnes vermelhas, na gema de ovo, em miúdos de fígado, miolo, coração, rins, etc., na pele de galinha, na banha, no bacon, na manteiga e nas frituras em geral, e comer mais fibras solúveis, encontradas na aveia, nos flocos de milho, ameixas, em várias frutas e verduras, que contribuem para reduzir o colesterol no sangue.
Vale lembrar que a carne branca é preferível à escura e que, o peru assado, é melhor do que o frango assado. Além disso, de todas as carnes, os peixes magros têm menores índices de gorduras saturadas e os mais altos de poliinsaturadas. Quanto aos laticínios, os integrais devem ser trocados pelos sem gorduras ou com poucas gorduras, se o objetivo é diminuir o consumo de gorduras saturadas.
Fonte: http://www.sbem.org.br/colesterol/
* consultoria Dr. Ruy Lyra, consultor do site da SBEM
Com aparência e textura de uma cera macia, o colesterol é um composto químico da família do álcool, essencial à vida. Sintetizado pelo fígado no que se refere à maior parte que o organismo necessita, seu restante é adquirido através dos alimentos ingeridos. Tanto as taxas de colesterol muito altas quanto as muito baixas são perigosas à saúde.
Por ser solúvel apenas em gorduras, o colesterol tem de ser transportado pelo sangue através das seguintes lipoproteínas: VLDL (também conhecidas como triglicérides), LDL (mau colesterol) e HDL (bom colesterol). O fígado acondiciona os triglicérides na forma de VLDL e os despacha, pela corrente sanguínea para as células, juntamente com menores quantidades de colesterol e proteínas.
É então que as células armazenam e utilizam essa quantidade de gorduras como "combustível". Assim, o VLDL, sem as gorduras, passa a ser denominado como LDL, já que é composto basicamente de colesterol e proteínas. Seu excesso no organismo, acaba fixando-se nas paredes das artérias, entupindo-as e propiciando os ataques cardíacos ou infartos.
Por sua vez, o HDL faz o papel contrário, extraindo o colesterol das paredes das artérias, devolvendo-o ao fígado para ser excretado. O fumo baixa os níveis de HDL, enquanto o exercício físico aumenta.
O Controle
Os alimentos ingeridos são de extrema importância para o controle dos níveis da LDL e HDL. As gorduras são classificadas em três categorias: poliinsaturadas, monoinsaturadas e saturadas.
As poliinsaturadas, encontradas principalmente em óleos vegetais líquidos, como os de girassol, milho e soja, baixam os níveis de LDL, mas não na mesma proporção em que as gorduras saturadas aumentam esse índice. Por isso, um indivíduo não pode contrabalançar os problemas causados pelas gorduras saturadas, simplesmente aumentando o consumo de poliinsaturadas.
Outro fato que merece ser destacado é que as dietas ricas em gorduras pollinsaturadas tendem a baixar um pouco os níveis de HDL, podendo, ainda, diminuir a imunidade do organismo. Já as gorduras moninsaturadas, presentes na azeitona, no amendoim e seus respectivos óleos, e no abacate, ao substituírem as saturadas, fazem baixar o LDL, sem diminuir o HDL, e parecem não afetar a imunidade.
Como Mudar para Melhor
Para ter melhor saúde cardíaca, deve-se ingerir menos gorduras, especialmente as saturadas, presentes nas carnes vermelhas, na gema de ovo, em miúdos de fígado, miolo, coração, rins, etc., na pele de galinha, na banha, no bacon, na manteiga e nas frituras em geral, e comer mais fibras solúveis, encontradas na aveia, nos flocos de milho, ameixas, em várias frutas e verduras, que contribuem para reduzir o colesterol no sangue.
Vale lembrar que a carne branca é preferível à escura e que, o peru assado, é melhor do que o frango assado. Além disso, de todas as carnes, os peixes magros têm menores índices de gorduras saturadas e os mais altos de poliinsaturadas. Quanto aos laticínios, os integrais devem ser trocados pelos sem gorduras ou com poucas gorduras, se o objetivo é diminuir o consumo de gorduras saturadas.
Fonte: http://www.sbem.org.br/colesterol/
20 de ago. de 2011
The Lancet: 15 minutos de atividade física moderada ao dia ou 90 minutos por semana podem aumentar a expectativa de vida em até 3 anos
Estudo prospectivo de coorte1 publicado no The Lancet concluiu que 15 minutos de atividade física de intensidade moderada ao dia ou 90 minutos por semana já trazem benefícios para o aumento da expectativa de vida, mesmo para os indivíduos em risco de doença cardiovascular.
Os benefícios da atividade física para a saúde já são bem conhecidos, mas ainda não se sabe se fazer menos exercícios do que o recomendado (150 minutos por semana) pode trazer benefícios para o aumento da expectativa de vida.
Neste estudo de coorte2 prospectivo, 416.175 indivíduos de uma população de Taiwan (199.265 homens e 216.910 mulheres) participaram da avaliação, entre 1996 e 2008, com uma média de seguimento de 8 anos. Com base na quantidade de exercício semanal indicado em um questionário auto-administrado, os participantes foram agrupados em uma das cinco categorias: inativos ou com nível de atividade física baixo, médio, alto ou muito alto. Os riscos de mortalidade3 para cada grupo foram calculados e comparados ao grupo dos inativos. Também foi calculada a expectativa de vida para cada grupo.
Comparados aos indivíduos do grupo inativo, aqueles no grupo de nível baixo de atividades físicas, os quais se exercitaram em média 92 minutos por semana ou 15 minutos por dia, tiveram 14% de redução de risco para todas as causas de mortalidade3 e uma expectativa de vida de três anos a mais. A cada 15 minutos adicionais de exercício diário, além da quantidade mínima de 15 minutos por dia, a redução da mortalidade3 era de 4% e, em relação ao risco de mortalidade3 para todos os cânceres, era de 1%. Esses benefícios eram aplicáveis a todas as faixas etárias, para ambos os sexos e para aqueles com riscos de desenvolverem doenças cardiovasculares4. Indivíduos inativos tiveram 17% de aumento no risco de mortalidade3 em comparação com indivíduos no grupo de nível baixo.
Concluiu-se que 15 minutos ao dia ou 90 minutos por semana de exercícios de intensidade moderada já podem ser benéficos, mesmo para os indivíduos em risco de doença cardiovascular.
Fonte: The Lancet
Os benefícios da atividade física para a saúde já são bem conhecidos, mas ainda não se sabe se fazer menos exercícios do que o recomendado (150 minutos por semana) pode trazer benefícios para o aumento da expectativa de vida.
Neste estudo de coorte2 prospectivo, 416.175 indivíduos de uma população de Taiwan (199.265 homens e 216.910 mulheres) participaram da avaliação, entre 1996 e 2008, com uma média de seguimento de 8 anos. Com base na quantidade de exercício semanal indicado em um questionário auto-administrado, os participantes foram agrupados em uma das cinco categorias: inativos ou com nível de atividade física baixo, médio, alto ou muito alto. Os riscos de mortalidade3 para cada grupo foram calculados e comparados ao grupo dos inativos. Também foi calculada a expectativa de vida para cada grupo.
Comparados aos indivíduos do grupo inativo, aqueles no grupo de nível baixo de atividades físicas, os quais se exercitaram em média 92 minutos por semana ou 15 minutos por dia, tiveram 14% de redução de risco para todas as causas de mortalidade3 e uma expectativa de vida de três anos a mais. A cada 15 minutos adicionais de exercício diário, além da quantidade mínima de 15 minutos por dia, a redução da mortalidade3 era de 4% e, em relação ao risco de mortalidade3 para todos os cânceres, era de 1%. Esses benefícios eram aplicáveis a todas as faixas etárias, para ambos os sexos e para aqueles com riscos de desenvolverem doenças cardiovasculares4. Indivíduos inativos tiveram 17% de aumento no risco de mortalidade3 em comparação com indivíduos no grupo de nível baixo.
Concluiu-se que 15 minutos ao dia ou 90 minutos por semana de exercícios de intensidade moderada já podem ser benéficos, mesmo para os indivíduos em risco de doença cardiovascular.
Fonte: The Lancet
NEWS.MED.BR, 2011. The Lancet: 15 minutos de atividade física moderada ao dia ou 90 minutos por semana podem aumentar a expectativa de vida em até 3 anos. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/229960/the+lancet+15+minutos+de+atividade.htm>.
10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Crescimento e GH
1 - GH é o hormônio do crescimento. Ele existe em todas as pessoas normais e é produzido pela glândula hipófise, situada na base do crânio. É importante para o crescimento desde os primeiros anos de vida até o fechamento das cartilagens dos ossos (epífises), o que ocorre no final da puberdade, em geral, entre 15 e 20 anos de idade.
2 - A média de crescimento de uma criança é de mais de 4 cm por ano. Na puberdade, porém, esse valor sobre para 12 cm ou 13 cm a cada ano. Quando o crescimento é menor que 4 cm, ou 6 cm na fase da puberdade, o ideal é que um especialista seja consultado. Quanto mais cedo os pais ou responsáveis descobrirem que a criança não está com a estatura média dos amiguinhos da mesma idade, será mais fácil para evitar problemas como o nanismo.
3 - O nanismo é a doença que se caracteriza pela baixa estatura e pelo pouco desenvolvimento dos ossos e cartilagens. Ela se manifesta principalmente a partir dos 2 anos de idade, impedindo o crescimento e desenvolvimento saudável da pessoa durante a adolescência (período em que o crescimento sofre uma aceleração), produzindo adultos com estatura fora do padrão médio da população brasileira.
4 - Quando o corpo humano produz o GH em excesso, pode provocar uma doença conhecida como gigantismo. É um quadro de crescimento desordenado, principalmente nos braços e nas pernas, sendo acompanhado de crescimento correspondente na estatura. Pode surgir ainda na infância, antes da finalização do processo de calcificação, ou durante a puberdade, quando falhas genéticas impedem a calcificação normal desta fase.
5 - A deficiência de GH possui várias origens, mas a mais comum são os traumas durante o parto. No momento do nascimento, se o bebê está com a cabeça voltada para dentro, de modo a sair por último do útero, no momento em que o médico puxa, pode haver uma ruptura da haste hipofisária, uma estrutura que liga a hipófise (glândula que produz o GH). Nesses casos, pode haver deficiência de produção do hormônio do crescimento.
6 - Uma das formas de se identificar problemas no crescimento é observar quando as roupas e sapatos de uma criança estão ficando apertados ou quando ela se torna a mais baixinha da turma da escola. Esses são índices importantes que devem estimular os pais a procurar um médico endocrinologista. Existem, porém, outros fatores que indicam problemas de crescimento: testa muito proeminente, nariz em sela (muito curvo), acúmulo de grande quantidade de gordura na região da barriga. Nesses casos, o melhor a fazer é procurar um profissional da Endocrinologia.
7 - Toda população tem uma estatura média, que é considerada padrão. A preocupação com o crescimento deve surgir quando a pessoa está abaixo dessa média, o que é chamado de desvio padrão. Porém, deve-se verificar se essa baixa estatura não é apenas de origem genética (os pais podem ser baixos).
8 -A pessoa cresce, em geral, até fechar a cartilagem do osso, o que acontece por volta dos 18 anos. Mas há variações em função, principalmente, do começo precoce ou tardio da puberdade. Depois que as cartilagens dos ossos longos se fecham, não há mais chances de crescer. Não adianta um adulto tomar o hormônio do crescimento. Nesse caso, além de não fazer crescer, ele pode estimular o aparecimento de tumores, e produzir a acromegalia, doença caracterizada pelo crescimento exagerado do nariz, queixo e orelhas.
9 - Em adultos com deficiência de GH, a sua reposição do hormônio do crescimento provoca aumento da capacidade física, diminuição do peso corporal, redistribuição da gordura abdominal, aumento da massa muscular, melhora do humor e do desempenho intelectual, entre outros efeitos. Porém, por causa desses benefícios, algumas pessoas o utilizam em situações como a obesidade severa e, principalmente, no sentido de reduzir o processo de envelhecimento e para a melhoria do condicionamento físico. Estes usos, porém, são contraindicados. No esporte em geral, a sua utilização é considerada ilícita, estando incluída entre as substâncias proibidas pelo Comitê Olímpico Internacional.
10 - O tratamento de problemas de crescimento é feito da seguinte forma: o endocrinologista, em primeiro lugar, atuará investigando as causas da doença através de vários exames de sangue e radiológicos. Caso esses exames apontem uma deficiência no crescimento, o endocrinologista tratará através da reposição do GH. Tomar hormônio ou qualquer substância, só com orientação médica.
Fonte: http://www.sbem.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-crescimento-e-gh/
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